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Os três velejadores brasileiros que ficaram 16 meses presos em Cabo Verde (Foto: Divulgação)
Os três velejadores brasileiros que ficaram 16 meses presos em Cabo Verde (Foto: Divulgação)

Um dos donos da embarcação, o inglês James Delbos, estava na Espanha, onde foi detido pela Interpol no dia 13 de junho do ano passado

Após a libertação, em fevereiro, outra boa notícia para os três velejadores brasileiros que ficaram 16 meses presos em Cabo Verde, por tráfico internacional de drogas, veio na última sexta-feira. Um dos donos da embarcação onde foi encontrado pouco mais de 1,1 tonelada de cocaína, o inglês Robert James Delbos, foi extraditado para Salvador na quinta-feira passada. Ele estava na Espanha, onde foi detido pela Interpol no dia 13 de junho do ano passado. Agora, está custodiado no presídio da capital, na Mata Escura.

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, Delbos era procurado pelo Juízo da 2ª Vara Federal Criminal de Salvador (BA) para responder a ação penal pela suposta prática do crime de tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico. Além dele, a corte havia pedido a prisão preventiva de outros dois estrangeiros, George Edward Saul e Matthew Stephen Bolton, todos indiciados pela prática do crime de associação internacional de drogas.

Ainda de acordo com o órgão federal, as investigações concluíram que Delbos chegou ao Brasil como tripulante da embarcação “Rich Harvest”, sendo apontado como o responsável direto pelos pagamentos efetuados em virtude das reformas executadas na embarcação para fins de acondicionamento dos entorpecentes, que posteriormente foram localizados em seu interior. A apreensão da embarcação ocorreu em São Vicente, Cabo Verde, em agosto de 2017 e o inglês não estava na embarcação.

Ela era tripulada pelo francês Olivier Michel Marie Thomas e três brasileiros, Rodrigo Lima Dantas, Daniel Ribeiro Dantas (estes baianos) e, Daniel Felipe da Silva Guerra, que é gaúcho. Eles ficaram presos e chegaram a ser condenados pela Justiça do país africano a 10 anos de prisão. Contudo, devido a falhas no processo, a sentença foi anulada e, assim, os brasileiros puderam respondê-lo em liberdade.

Tratamento

A extradição do inglês da Espanha para o Brasil só foi possível  graças a um tratado firmado entre os dois países. Assim, da mesma forma que Delbos, também para a mesma finalidade, o Governo brasileiro entregou ao Governo espanhol, na sexta-feira passada, Antonio Planells Torres, por ser procurado pela Justiça espanhola para responder a processo penal em razão do cometimento de crime de tráfico de drogas, praticado no país ibérico em 13 de janeiro de 2008.

Conforme o Ministério da Justiça e Segurança Pública, Torres foi preso preventivamente para extradição no dia 31 de agosto de 2018, em razão de mandado de prisão para extradição expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em 18 de dezembro do ano passado, a corte homologou a declaração de consentimento do estrangeiro para fins de sua entrega voluntária ao Governo espanhol.

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