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Custo da produção do alimento cresceu 38% em março deste ano em comparação com o mesmo período de 2019 (Foto: Reprodução)
Custo da produção do alimento cresceu 38% em março deste ano em comparação com o mesmo período de 2019 (Foto: Reprodução)

Que atire a primeira pedra quem nunca se sentiu tentado ao ouvir o famoso grito de guerra do carro do ovo: ’30 ovos por R$ 10′. Quem não aproveitou a oportunidade de ouro vai ter que esperar um pouco. É que o preço do produto disparou após a chegada da pandemia do novo coronavírus.

Segundo o dono da empresa Ovos do Vale, Jackson Rodrigues, o custo da produção do alimento cresceu 38% em março deste ano em comparação com o mesmo período de 2019. O motivo foi a elevação do dólar. Este fator fez com que uma placa de ovo, com 30 unidades, passasse a ser vendida para os supermercados por R$ 14, dois reais a mais do que no ano passado.

Além do preço do dólar, um conjunto de fatores influencia o encarecimento dos ovos. Nesta época do ano que antecede a Semana Santa, a demanda pelo alimento cresce naturalmente, puxando o valor do produto. “Há um alto consumo por causa da quaresma. As pessoas comem mais ovos para não comer carne”, disse.

Como se não bastasse a demanda naturalmente mais alta, o coronavírus fez com que as pessoas começassem a estocar ovos em casa, contribuindo ainda mais para a procura deste alimento. “Na semana de 17 de março houve um pico nas compras. Em alguns lugares há a escassez dos ovos porque a produção não foi capaz de acompanhar as vendas”, indicou.

Quando as pessoas começam a comprar muito, é preciso reabastecer, mas nem sempre o produtor possui a quantidade necessária do produto. Para atender a alta demanda, Rodrigues teve que aumentar o número de entregas, o que também encarece a operação.

“Teve um aumento nosso de custo de logística porque não consigo atender à demanda dos clientes de vez por não ter a quantidade necessária do produto. Agora, um caminhão que levava com 300 caixas de ovos entrega, no máximo, 100 em uma viagem”, disse.
Enquanto escolhia o que levar no supermercado a aposentada Djalmira Andrade, 63 anos, foi questionada sobre o que achava de comer ovos. “Ave Maria, quem não gosta de ovo? E com esse negócio de ser fitness, o pessoal está comendo ainda mais. Eu adoro na farofa, frito, cozido, tanto faz”, disse, bem-humorada.

Mas essa alegria desapareceu quando ela contou quanto pagou pelo produto. “A gente comprava a placa no mercado lá da rua de R$ 10 até R$ 12, porque em mercado de bairro é mais barato, mas na semana passada, meu filho pagou R$ 17. Pensei até que fossem os ovos da galinha de ouro. Até o carro do ovo, que passava todo dia, sumiu”, disse.

O CORREIO encontrou a dúzia sendo vendida pelo preço médio de R$ 8 nos mercados. A expectativa do setor é que o valor do ovo caia após a Semana Santa, mas os produtores ressaltam que o preço não deve voltar ao patamar antigo, em que era possível comprar 30 ovos por R$ 10.

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