Galeria de fotos

Não perca!!

Nacional

Depois de levar os alunos para o ciclo de palestras do evento, as escolas continuaram desenvolvendo e promovendo o debate durante as aulas (Foto: Reprodução)
Depois de levar os alunos para o ciclo de palestras do evento, as escolas continuaram desenvolvendo e promovendo o debate durante as aulas (Foto: Reprodução)

Um dos desenhos divulgados mostra um homem, identificado como "padrasto", batendo em uma mulher

A violência doméstica, que acometeu uma em cada quatro mulheres em 2018 no país, segundo dados do Instituto Datafolha, foi representada em desenhos por crianças que estudam em Caratinga (MG), a 300 quilômetros de Belo Horizonte. A ideia de levar essa temática para a sala de aula partiu do juiz da 2ª Vara Criminal e da Infância e da Juventude da comarca, Marco Antônio de Oliveira Roberto.

"Há obras em que os alunos relatam o testemunho de cenas de violência em suas próprias casas", ressaltou o magistrado. "Os trabalhos ficaram impressionantes, relatam o entendimento dos jovens a respeito da violência psicológica, moral, cibernética e do feminicídio".

Como exemplo de uma situação como essa, um dos desenhos divulgados pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) mostra um homem, identificado como "padrasto", batendo em uma mulher, representando a mãe da criança.

Em outros trabalhos, os autores escreveram o que aprenderam sobre o assunto:


"Violência contra mulher é errado. É crime. Existem 3 tipos de violência: física, psicológica e cibernética. Não cometa nenhuma delas. E saiba que não é só agredindo a mulher que pode atingir o coração dela, a violência cibernética é praticada pela internet. Então não tenha medo e não perca tempo. Denuncie. Disque 190", explicou uma menina do 5º ano do Ensino Fundamental.

"Violência contra a mulher, não! As mulheres têm que ser respeitadas. Não devem sofrer nenhum ato de violência. Respeite as mulheres. Se você vir isso, denuncie 190", afirmou um menino.

Para desenvolvê-los, as crianças foram apresentadas aos temas "Quem bate em mulher é covarde" e "Homem de verdade não agride mulher", por meio do projeto "Lei Maria da Penha Vai às Escolas", em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e a Superintendência de Ensino do Município de Caratinga.

Depois de levar os alunos para o ciclo de palestras do evento, as escolas continuaram desenvolvendo e promovendo o debate durante as aulas. As obras dos pequenos estão expostas no fórum da Comarca de Caratinga, localizado no bairro Santa Rita Zita.

O juiz Oliveira explicou que pretende desenvolver o projeto ao longo do ano, levando para os dez municípios que integram a Comarca de Caratinga, situada no Vale do Aço, com uma população de 168 mil habitantes.

Veja também:

Alunas ensinam porteiro da escola e ele passa na faculdade

8 AVC’s aos 9 anos - Com apenas R$ 450 arrecadado e correndo contra o tempo família pede socorro

Desistências geram incerteza sobre futuro do programa Mais Médicos

Clique aqui e siga-nos no Facebook

 

Camaçari Fatos e Fotos LTDA
Contato: (71) 3621-4310 | redacao@camacarifatosefotos.com.br, comercial@camacarifatosefotos.com.br
www.camacarifatosefotos.com.br