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Familiares contaram o homem costuma ir até o cemitério para conversar com a avó, que morreu em 2018 (Foto: Reprodução)
Familiares contaram o homem costuma ir até o cemitério para conversar com a avó, que morreu em 2018 (Foto: Reprodução)

Ele possui transtornos mentais e já teria tentado violar sepulturas outras vezes

Um homem identificado como André Augusto Januário da Silva, 32 anos, foi detido em Manaus, capital do Amazonas, após desenterrar o corpo da avó do cemitério Morro da Liberdade, localizado na Zona Sul da cidade, e dançar com o cadáver na rua. O fato aconteceu na madrugada desta quinta-feira (2) e, segundo a polícia, a família do homem informou que ele tem problemas psiquiátricos.

Ainda de acordo com informações da polícia local, ele foi levado para a delegacia e depois para um pronto socorro, onde deve ficar até receber alta. Depois que for liberado, o homem deve prestar depoimento sobre o caso. O homem não possui passagem ou antecedentes criminais, segundo a polícia, que informou ainda que o corpo da idosa foi devolvido à sepultura.

O homem saiu do cemitério com o cadáver nos ombros, caminhando pela rua, quando policiais foram acionados após ele ser visto dançando abraçado ao corpo a cerca de 1 quilômetro de distância do cemitério, no  Centro da capital.

O homem foi amarrado por populares e familiares num poste até a chegada da polícia. O corpo estava no chão no momento da chegada de policiais.

“Ele estava completamente transtornado e dizia o tempo todo que queria fazer na avó um transplante para trazê-la de volta à vida porque sentia muita saudade. Ele disse que iria doar todos os seus órgãos a ela”, afirmou o tenente Paulo Araújo, da 2ª Cicom, em entrevista ao G1.

"Familiares informaram que ele tem um laudo médico informando que ele tem transtornos mentais e que ele tinha interesse em resgatar, além da avó, outros familiares”, completou o tenente.

Outras tentativas de retirar corpo

De acordo com informações da 2ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), que atendeu a ocorrência, familiares contaram o homem costuma ir até o cemitério para conversar com a avó, que morreu em 2018. aos 61 anos, e outros parentes enterrados no local.

Ainda segundo a PM, testemunhas informaram que o homem já havia tentado retirar o cadáver da avó do cemitério em outras ocasiões.

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